Rua Arthur Bernardes, 154 - CEP 86808-060 - Fone: (43) 3422-3596 - Apucarana - Paraná. Sub-sedes em Ivaiporã, Faxinal e Jandaia do Sul. Criação/Manutenção: Rui Amaro Gil Marques CNPJ.12.458.288/0001-21 Código Profissional 58.12-300
sábado, 9 de março de 2013
STIAA REALIZOU SORTEIO DE PRÊMIOS PARA ASSOCIADOS
Como aconteceu em dezembro de 2011 o STIAA também realizou mais um grande sorteio de prêmios no final de 2012 para os seus associados. Foram bicicletas, cestas natalinas e uma moto Honda zero km atraíram mais uma vez a participação de todos os sócios do STIAA.
O sortudo que ganhou a moto foi o funcionário da empresa Adram Alimentos, de Mauá da Serra, José Orlei Carneiro.
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Os diretores do STIAA informam a todos que em 2013 o sindicato continuará fazendo sorteios de prêmios para os associados ao sindicato.
Para concorrer o trabalhador e a trabalhadora precisam fazer a sua associação ao sindicato e estarem em dia com suas contribuições com a tesouraria da entidade. Para isto os interessados devem se dirigir a sede do STIAA em Apucarana, nas sub-sedes e com os diretores nas fábricas e assinar a fichinha de associação.
NORMA DOS FRIGORÍFICOS É APROVADA.
Depois de anos de discussão, de pressão e manifestações constantes dos trabalhadores do setor de frigoríficos em geral finalmente a NR dos Frigoríficos foi aprovada na Comissão Tripartite do Ministério do Trabalho.
O STIAA participou ativamente de todo o processo de elaboração, discussão, manifestações no Paraná, São Paulo, Brasília e reuniões NA OIT em Genebra na Suiça, para, junto com outros sindicatos, pressionar os patrões e o governo pela sua aprovação.
Há mais de 14 anos que os trabalhadores do setor frigorífico (bovinos, peixes, aves, caprinos, equinos e carnes em geral) defendem a criação da NR para coibir o desrespeito patronal, as péssimas condições de trabalho, as longas cargas horárias de trabalho e combater as doenças laborais.
Agora a NR segue para ser assinada pelo Ministro do Trabalho Brizola Neto e pela Presidenta Dilma Roussef.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO INICIA FORÇA TAREFA PARA FISCALIZAR EMPRESAS NO PARANÁ. APUCARANA ESTA NA LISTA.
NR DOS FRIGORÍFICOS – FTIA PR/CONTAC/CUT
participa de Audiência Pública do Ministério Público do Trabalho em Curitiba
Evento reunião empresários do setor
frigorífico, Procuradores do Trabalho, auditores do Ministério do Trabalho e
sindicalistas
Força Tarefa da Procuradoria do
Trabalho e Ministério do Trabalho irá realizar fiscalização em todas as
empresas frigoríficas do Paraná a partir do segundo semestre de 2013
STIAA PARTICIPOU DO EVENTO E JÁ SE
PREPARA PARA FISCALIZAR FRIGORÍFICOS DE APUCARANA E REGIÃO
Rui Amaro Gil
Marques
Secretaria de
Comunicação da FTIA PR
Com a presença de sindicalistas, empresários do setor de
frigoríficos e membros do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do
Trabalho e Emprego foi realizada nesta quinta-feira (07 de março) no Auditório
do Ministério Público do Trabalho da 9 Região em Curitiba Audiência Pública
sobre a adoção da NR dos Frigoríficos.
O evento organizado pelo Ministério Público do Trabalho da 9
Região em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego teve como meta
conscientizar os empresários do setor frigorífico das mudanças que deverão promover
para adequar suas empresas de acordo com as novas exigências aprovadas através
da Norma Regulamentadora 36 que trata exclusivamente do setor.
Autoridades presentes – Procurador Geral do Trabalho Dr. Luis
Antonio Camargo de Melo, Dr. Altino Pedroso dos Santos – vice-presidente da 9
Região, Dr. Helder Ivens Natali – Coordenador Nacional de Adequação das
Condições de Trabalho em Frigoríficos,
Paulo Roberto Stori – OCEPAR e Ernane Garcia – Presidente da Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná/vice-presidente
da CONTAC e Dr. Sandro Sardá – Procurador do Ministério Público do Trabalho e
Coordenador da Força Tarefa dos Frigoríficos.
O presidente da FTIA PR (filiada a CUT) e vice-presidente da
CONTAC, Ernane Garcia falou aos empresários e demais participantes do evento
que a NR do setor é uma necessidade uma vez que os trabalhadores têm enfrentado
situações adversas com riscos à saúde, acidentes, lesões, mutilações e mortes.
Ernane também explicou que os sindicatos e Federação irão fiscalizar a adoção
da NR pelas empresas e que os empresários devem fazer a sua parte.
O Procurador do Ministério Público do Trabalho, Dr. Sandro
Sardá avisou que a Força Tarefa de Fiscalização do Setor Frigorífico estará
visitando as empresas do Paraná a partir do segundo semestre deste ano. “A
fiscalização será dura então cabe aos senhores empresários irem promovendo
mudanças e resolvendo os problemas pendentes em suas empresas. Estamos aqui
reunidos no sentido de alertá-los para que mais tarde não sejam surpreendidos
com multas e outras punições”, enfatizou o procurador.
O presidente do STIAA,
José Aparecido Gomes, esteve presente a Audiência Pública e acredita que muitos
frigoríficos serão multados pela fiscalização do Ministério Público do
Trabalho. “A situação de muitos frigoríficos esta irregular e os empresários do
setor que insistirem em atuar na ilegalidade descumprindo a NR dos Frigoríficos
serão penalizados pelo Ministério Público do Trabalho. De nossa parte já
estamos nos preparando para fazer a nossa parte, ou seja, vamos intensificar a nossa
atuação nos frigoríficos de Apucarana e da região. A NR garante aos sindicatos
esse poder de fiscalização, o que não era permitido anteriormente”, acentuou.
Sindicatos presentes: Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias de Alimentação de Apucarana, Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias de Alimentação de Arapongas, Sabaudia e Rolândia, Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Cianorte e Região, Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Cascavel, Sindicato dos
Empregados nas Indústrias de Alimentação de Umuarama, Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias de Alimentação de Toledo, Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias de Carnes, Laticínios, Rações Balanceadas e Derivados, Pratos
Prontos e de Alimentação de Castro e Carambeí, Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias de Alimentação de Dois Vizinhos, Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias de Alimentação de Fco Beltrão, Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias de Alimentação de Marechal Cândido Rondon, Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Jaguapitã, Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias Frigoríficas, Laticínios, Rações e Alimentação de
Ponta Grossa, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de
Medianeira e Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados
de Curitiba e Região Metropolitana.
sexta-feira, 1 de março de 2013
08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DE LUTA, DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA
DIA INTERNACIONAL DA MULHER – UMA HISTÓRIA DE LUTAS, CONQUISTAS E SUPERAÇÃO 1
por Jade Pyxis • Big Conquistas • Palavras-chave: causa feminina, Dia Internacional da Mulher, luta feminina
Nessa semana em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher achamos importante relembrar um pouco da história do movimento e da luta feminina por igualdade e respeito. Apesar de muitas conquistas, as mulheres ainda sofrem com abusos domésticos, sexuais e com a desigualdade e os notíciários vivem cheios de noticías absurdas de estupro, abuso e violência contra mulheres. Ainda há muito a ser feito e todas as terças-feiras do mês de março mostraremos à vocês ações bacanas e dicas de como tomar parte em projetos e apoiar à causa feminina.
Diante das comemorações atuais da data esquecemos o real motivo pela qual ela foi criada e da importância de nos conscientizarmos à respeito e impedir que isso continue acontecendo. Sim, apesar das significantes melhoras, as mulheres ainda estão em grande desigualdade no mercado de trabalho em relação aos homens (saiba mais: 1 e 2) e ainda são vitímas de atos cruéis e muitas vezes inacreditáveis (aqui).
Foi um ato desses que deu origem às comemorações do dia 8 de março. Em março de 1857 operárias de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque fizeram uma grande greve, reivindicando melhores condições de trabalho como: redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência e elas foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas num ato totalmente desumano.
Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.
Um artigo muito bacana no site Revista Escola da Editora Abril resume bem a linha do tempo da luta feminina desde então:
Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz” – que a data consagrou-se.Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.“O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”, explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinhas.No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.
Apesar de todas essas conquistas e de um longo caminho percorrido, igualdade e respeito ainda são metas distantes para a maioria das mulheres. Por isso a importância de conscientização nesse dia. Nas próximas terças-feiras mostraremos aqui como você pode ajudar à causa e participar mais ativamente nesse processo de conquistas e transformação da nossa sociedade. Fique de olho
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
CONGRESSO NACIONAL DA CONTAC
FEDERAÇÃO E SINDICATOS PARTICIPAM
DO 7º CONGRESSO NACIONAL DA CONTAC EM SP
Trabalhadores da Alimentação do
Paraná conquistaram a vice- presidência da entidade
Rui Amaro Gil Marques
Secretaria de Comunicação da FTIA PR
Com a presença de cerca de 600
delegados de sindicatos, federações, observadores e convidados de vários
estados do Brasil e de outros países como Argentina, Uruguai e Alemanha, foi
realizado na Estância Atibainha, interior de São Paulo, o 7º Congresso Nacional
da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação
(CONTAC), entidade orgânica da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A Federação dos Trabalhadores nas
Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA) e os sindicatos STIAA de Apucarana,
STIMLACA de Ponta Grossa, SINTIACRE de Cascavel, STIA de Toledo, SINTRIAL de
Dois Vizinhos, STIA de Medianeira, SINTAC de Carambeí, STIP de Curitiba e STIA
de Marechal Cândido Rondon formaram a delegação do Paraná com 16 trabalhadores
e trabalhadoras.
Na abertura do Congresso
discursaram representantes de Confederações e o presidente da CUT, Vagner
Freitas. João Pedro Stédile, Coordenador Geral do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) foi um dos palestrantes ao lado de Geraldo Iglésias, diretor
da IUTA União Internacional dos Trabalhadores do Setor de Alimentos.
Temas debatidos no Congresso
Segurança no Trabalho, doenças
profissionais, combate as péssimas condições de trabalho, participação da
juventude nos sindicatos, organização sindical, NR dos Frigoríficos,
legalização da CONTAC, discussão de teses e aprovação de cronograma de trabalho
para o próximo período, prestação de contas e eleição da nova diretoria da
entidade foram os temas debatidos durante os 03 dias de congresso que teve inicio
em 28 de novembro.
Vice-presidência da CONTAC
Devido ao forte trabalho da FTIA
PR na campanha nacional pela aprovação da NR dos Frigoríficos e pela força
política dos trabalhadores do Paraná, Ernane Garcia, atual presidente da
Federação, foi indicado e eleito para ocupar a vice-presidência da CONTAC para
o triênio 2013/2015. Siderlei de Oliveira foi reeleito para a presidência da
Confederação mais uma vez.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
ENCONTRO NACIONAL DO MACROSSETOR DA INDÚSTRIA
“Saúde do trabalhador e empregabilidade são pontos prioritários para o Encontro do Macrossetor Indústria”
01/11/2012
Afirma Siderlei de Oliveira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac/CUT)
Siderlei de Oliveira, presidente da Contac/CUT
O Encontro Nacional do Macrossetor Indústria da Central Única dos Trabalhadores (CUT), convocado para os dias 8, 9 e 10 de dezembro, na capital paulista, será uma excelente oportunidade para aprofundar o debate sobre a necessidade de uma intervenção mais incisiva do Estado em defesa do desenvolvimento com valorização do trabalho. “É inaceitável que um setor como o alimentício, responsável por 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto), ainda mantenha condições de trabalho tão desumanas, com graves riscos para a saúde, com lesões, mutilações e até mortes. É preciso que cada recurso público investido venha acompanhado de contrapartidas sociais, da mesma forma que precisamos de uma fiscalização mais atuante e rigorosa, com acompanhamento das entidades sindicais”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac/CUT), Siderlei de Oliveira. Nesta entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, Siderlei, que também integra a direção do Instituto Observatório Social e a Comissão Tripartite Paritária e Permanente (CTPP) que debate as condições de trabalho no setor, alerta para os reiterados ataques do empresariado à legislação trabalhista “que é exemplo para o mundo”. “Somos frontalmente contra qualquer flexibilização na legislação. O negociado tem o papel de fazer com que a lei avance, nunca retroceda. Precisamos impedir que o capital jogue o ônus da crise nos ombros da classe trabalhadora”, ressaltou.
Qual a sua avaliação sobre o Encontro Nacional do Macrossetor Indústria da CUT?
O setor alimentício, agroindustrial, é responsável por 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto) e merece uma atenção redobrada por parte das autoridades, pois gera mais empregos e traz mais benefícios que a indústria automotiva, por exemplo. Apesar dessa importância estratégica para o desenvolvimento nacional e para a própria soberania alimentar, é um setor que tem poucos benefícios fiscais. Além disso, quando vêm, não são acompanhados por contrapartidas sociais. O Encontro Nacional do Macrossetor Indústria tem uma importância chave para tratar estas questões.
E as condições de trabalho existentes?
Infelizmente são muito ruins. É inaceitável que o setor ainda mantenha condições de trabalho tão desumanas, com graves riscos para a saúde, com lesões, mutilações e até mortes. Por isso defendemos que cada recurso público investido venha carimbado com contrapartidas, da mesma forma que precisamos de uma fiscalização mais atuante e rigorosa, com acompanhamento das entidades sindicais, para que a impunidade não prospere.
Um dos debates do evento será o impacto da crise dos países capitalistas centrais e as possibilidades e iniciativas de enfrentamento. A crise tem afetado o setor?
O setor passou de forma relativamente estável pela crise. Além disso, consegue responder rapidamente à recuperação, pois lida com produtos industriais de necessidades básicas. Vale lembrar que no caso dos frigoríficos de carne bovina e avícola o Brasil é o principal exportador do mundo. No caso da soja somos o segundo principal exportador. Isso reforça a importância do setor não só do ponto de vista nacional, como internacional, e remete à discussão sobre a forma de atuação e inserção na economia global, dentro de uma estratégia de crescimento, mas também de soberania do país e qualidade de vida para os trabalhadores.
Dentro do debate sobre as condições de trabalho está a Norma Regulamentadora dos Frigoríficos. Em que pé está essa NR?
Vivemos numa conjuntura desfavorável do ponto de vista econômico nos EUA e na Europa, que alguns querem remeter para o Brasil, onde os empresários vêm com tudo pela retirada de direitos. O governo Lula já provou que isso não é saída para nada, e que é na geração de emprego, na melhoria dos salários, que colocamos a economia para girar. Do contrário, quanto menos salário e menos direito, menor o mercado interno, o que só deixaria o país mais vulnerável à crise. Também neste aspecto, a Norma Regulamentadora é uma alavanca para ajudar o Brasil, que agora passa a ser objeto de ataques e retaliações dos países importadores, em função das doenças causadas aos nossos trabalhadores pelo ritmo intenso de trabalho. Para continuarmos avançando na comercialização dos produtos brasileiros, precisamos também investir na saúde dos trabalhadores, até para tirar a pecha que vem sendo colocada , com razão, mas com intenção puramente comercial. Felizmente, conseguimos avançar na NR que tem 16 pontos e 216 subitens, com 15 pontos já resolvidos.
E o que está faltando na Norma?
O principal problema das doenças profissionais não é técnico, mas político. Se fosse técnico, colocaríamos médicos nos portões dos frigoríficos e estaria tudo resolvido: adoeceu, curou. Mas não é assim que as coisas funcionam, é preciso modificar a forma de produção para que o ser humano não adoeça, não seja uma vítima da engrenagem do capital. O que ainda está faltando na NR é o principal ponto reivindicado pelas Confederações, Federações e Sindicatos da alimentação: as pausas. Sem as pausas para recuperar o líquido sinovial, os trabalhadores continuarão tendo lesionadas suas articulações e a bainha dos tendões, sendo submetidos cada vez mais jovens a cirurgias que não recuperam sua capacidade de trabalho. São lesões que acompanharão os trabalhadores pelo resto de suas vidas. Isso não é suposição, está mais do que provado, está comprovado. Então precisamos de pausas a cada 50 minutos trabalhados.
Quais os principais avanços já acordados?
A questão ergonômica, da posição das máquinas; o rodízio de trabalhadores, para que uma pessoa não fique oito horas de pé ou sentada, pois deve haver um equilíbrio; a questão do trabalho com peso, impondo limites à quantidade de carga nas bacias que os trabalhadores carregam a carne cortada; e os problemas com empilhamento. Esta somatória de ações em prol da saúde logo começará a repercutir favoravelmente nas condições de trabalho dentro dos frigoríficos, o que será melhor para todos.
Qual a perspectiva para o próximo período?
Penso que muito há de ser feito ainda para aumentar a produção e a empregabilidade, bem como para melhorar a qualidade destes empregos. Precisamos desenvolver novos produtos, que agreguem valor, o que também possibilitará que se aumentem os salários. No caso da soja, por exemplo, não podemos continuar exportando produto in natura para importar industrializados da China e dos Estados Unidos. Da soja saem mais de 400 produtos, químicos, farmacêuticos, sucedâneos para a indústria alimentícia. Na alimentação matinal, todos produtos contêm soja. Isso demonstra o enorme potencial a ser explorado pelas empresas nacionais.
Qual a sua avaliação sobre a atual legislação brasileira e a pressão patronal pela sua “flexibilização”?
A nossa legislação é invejada pelo mundo todo. Quando vamos na Europa, todos elogiam. Para eles, é um sonho. Para nós, claro, o problema continua sendo a sua aplicabilidade. Nossa Confederação entende que de forma alguma poderemos aceitar qualquer flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como tanto se empenharam os tucanos nos tempos do Fernando Henrique. Anda um boato em relação a um Acordo Coletivo Especial (ACE) que vem na linha de flexibilizar a legislação, e que somos totalmente contra, pois seria um verdadeiro disparate. Nossa compreensão é que podem haver acordos para avançar, nunca para retroceder. E ao flexibilizar uma lei que impõe um patamar mínimo de direitos, que foi fruto da luta de décadas da classe trabalhadora, estaríamos dando um tiro no pé. Numa conjuntura internacional desfavorável, onde os países capitalistas centrais só falam em retirada de direitos em nome da “competitividade”, não tenho dúvida que o ACE atende unicamente ao interesse do patronato. É inaceitável.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
REAJUSTES SALARIAIS 2012/2013 CONCRETIZADOS
REAJUSTES SALARIAIS PARA AS
INDÚSTRIAS DE RAÇÃO
Piso – R$ 957,00
Reajuste – 7,5% nos demais salários
até o Teto de R$ 5.000. Acima do teto aumento de R$ 375,00.
Cesta – R$ 100,00
Alteração da cláusula social Programa PLR:
Percentual da multa passa para 100% do salário normativo;
acréscimo do parágrafo: As empresas que implantarem o programa de PLR,
deverão até o último dia de cada ano, apresentar o programa, sob pena de ter
que pagar a multa convencionada.
Manutenção das demais cláusulas sociais.
REAJUSTES
SALARIAIS NAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTAÇÃO
Piso de
Ingresso: R$ 796,40
Piso de
Efetivação: R$ 893,20
Vale Alimentação:
R$ 100,00
Reajuste
Geral (para os salários acima dos pisos): 8%
REAJUSTES SALARIAIS NAS INDÚSTRIAS DE DOCES
Piso de
Ingresso: R$ 796,40
Piso de Efetivação: R$ 893,20
Vale Alimentação: R$ 100,00
Reajuste Geral (para os salários acima dos pisos): 8% (oito por cento)
Piso de Efetivação: R$ 893,20
Vale Alimentação: R$ 100,00
Reajuste Geral (para os salários acima dos pisos): 8% (oito por cento)
domingo, 14 de outubro de 2012
ATENÇÃO PADEIROS E CONFEITEIROS
Padeiros e confeiteiros têm direito a pausas para recuperação
térmica
Padeiros e confeiteiros têm direito a
pausas para recuperação térmica
Nova súmula do TST também significa
esperança na luta contra condições degradantes de trabalho em diversas
categorias do setor frigorífico, ainda sem regulamentação profissional.
Padeiros e confeiteiros passam a ter direito a período de
descanso para recuperação térmica. Súmula publicada pelo Tribunal
Superior do Trabalho (TST) na última segunda (17/09), amplia o direito ao
intervalo aos trabalhadores expostos a ambientes artificialmente refrigerados
também fora das câmaras frigoríficas. Enquanto isto, no setor frigorífico,
proposta trabalhista para pausas de descanso não entra em consenso há mais de
um ano na criação da Norma Regulamentadora dos Frigoríficos. Próxima discussão
entre governo e bancadas patronal e laboral será realizada no dia 23 de outubro,
no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O direito ao intervalo intrajornada, de 20 minutos a cada 1 hora
e 40 minutos de trabalho, para exposição ao frio ou mudanças de temperatura
durante a movimentação de mercadorias entre ambientes quentes ou frios, ou
vice-versa, teve como base a ampliação do artigo 253 da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT), até então voltado para empregados que realizam atividades no
interior de câmaras frigoríficas. A Súmula foi anunciada pelo presidente João
Oreste Dalazen em sessão plenária da Corte realizada na última sexta (14/09).
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
ACIDENTE DE TRABALHO E EMISSÃO DA CAT
Justiça do Trabalho
condena empresa que não emitiu CAT e nem afastou empregado após acidente de
trabalho.
Embora decisão tenha sido tomada pelo
TRT de Minas Gerais todos os trabalhadores têm esse direito garantido por
lei. Todas as empresas devem emitir a
CAT quando o trabalhador for vitimado por acidente de trabalho.
O empregado de uma construtora cai numa valeta, durante o trabalho em dia chuvoso, e se machuca. Levado ao médico da empresa fica afastado por 3 dias. O empregador não emite a CAT e desconsidera as reclamações de dor do empregado.
A determinação da
empresa é para que o empregado continue trabalhando normalmente. Com isso, o
trabalhador não recebe benefício previdenciário, nem tem garantida a
estabilidade provisória no emprego assegurada no artigo 118 da Lei 8.213/91.
Este foi o cenário descrito
no processo analisado pela 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas
Gerais TRT-MG e retrata a realidade de inúmeros trabalhadores que se acidentam
no trabalho. Com o objetivo de impedir o recebimento de benefício
previdenciário, muitas empresas se valem de manobras para tentar afastar o
direito à estabilidade provisória acidentária simplesmente não imitindo a CAT
Comunicado de Acidente de Trabalho.
No caso deste processo, o trabalhador procurou a Justiça do Trabalho para pedir o pagamento da indenização relativa à estabilidade no emprego e uma indenização por danos morais em face do procedimento adotado pela empresa. E tanto o juiz de 1º Grau quanto o relator do recurso da empresa, Márcio Toledo Gonçalves, lhe deram razão.
O relator explicou que para o reconhecimento da estabilidade provisória por doença profissional ou acidente de trabalho são necessários dois requisitos: o afastamento do serviço por prazo superior a 15 dias e o recebimento do auxílio-doença acidentário (artigo 118 da Lei 8.213/91). Ou então a existência de doença profissional, quando constatada após a dispensa.
No caso analisado, as provas deixaram claro que o trabalhador sofreu típico acidente do trabalho no exercício de suas funções para a construtora. A perícia médica comprovou a fratura de costela, esclarecendo que ela se consolida em 30 dias, com tempo de recuperação estimado de 40 dias.
Na avaliação do julgador, a culpa da empresa no infortúnio ficou evidente, sendo óbvio que o trabalhador necessitava de afastamento superior a 15 dias. No entanto, ele não recebeu auxílio-doença acidentário. Além de não emitir a CAT, a empresa não deu ouvidos aos relatos de dor do empregado.
Após afastamento ínfimo, de apenas 3 dias, ele voltou a trabalhar normalmente, mesmo impossibilitado. "Não se pode chancelar a fraude praticada pela empresa, que deixou de emitir a CAT oportunamente, sonegando ao demandante o direito à estabilidade provisória acidentária, devida", registrou o relator no voto.
Com essas considerações, a Justiça do Trabalho confirmou a sentença que declarou a nulidade da dispensa e determinou a conversão em indenização correspondente aos salários do período da estabilidade, já que o prazo parar reintegração no emprego havia se esgotado. A construtora foi condenada ainda a pagar indenização por danos morais no valor de R$35.000,00, o que também foi confirmado pela Turma de julgadores.
( RO 0149800-82.2009.5.03.0033 )
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
DECISÕES DO SUPERIOR TRIBUNAL DO TRABALHO TST
TST define novas regras nas
relações entre patrões e empregados
Mudanças incluem licença-maternidade para funcionárias
temporárias. Tem direito a adicional quem trabalha em esquema de plantão e fica
de sobreaviso.
O Tribunal
Superior do Trabalho analisou 43 questões sobre direitos trabalhistas e fez
várias mudanças. Uma delas se refere a funcionárias temporárias. Se
engravidarem, terão estabilidade. “Na prática, por exemplo, uma empregada
contratada ao final do ano em um shopping center, para dois meses. Se durante
esses dois meses ela ficar grávida, ela vai ter estabilidade. O contrato vai se
prorrogar por 14 meses”, explica Fernando Hugo Rabelo Miranda, advogado
trabalhista.
Outra novidade: a
empresa que oferece plano de saúde tem que continuar pagando o benefício aos
empregados efetivos que se afastarem por mais de quinze dias, por doença ou
acidente. E vale também para os que forem aposentados por invalidez. “O
contrato segue suspenso, mas segue existente, não há uma extinção do contrato,
por isso o plano de saúde segue vigendo, da mesma forma como os demais
funcionários”, explica advogado.
O TST decidiu
também que tem direito a um adicional quem trabalha em esquema de plantão e
fica de sobreaviso. Se não for chamado, o pagamento deverá ser de um terço da
hora normal. A medida atinge muita gente que trabalha com tecnologia da
informação.
"A pessoa,
quando fica fora do trabalho com um smartphone trabalhando, ela abre mão de uma
série de atividades pessoais que ela poderia estar fazendo. Ela não pode
viajar, ou sair para uma festa, por exemplo, ou estar com os familiares em um
jantar, porque ela sabe que a qualquer momento o telefone dela pode tocar e ela
precisa estar à disposição do trabalho, então ela precisa ser remunerada",
comenta Jerzley Guedes, diretor de TI.
Incorporação de benefícios aos Contratos de Trabalho
O Tribunal fez
ainda uma alteração que afeta grande parte dos trabalhadores, as cláusulas das
convenções coletivas de trabalho que perdiam a validade, normalmente, a cada
dois anos, agora são incorporadas aos contratos, a não ser que outro acordo
coletivo cancele os benefícios.
DE OLHO NO FGTS
Alterações
no FGTS entram em discussão no Senado Federal
Os senadores Ana Amélia Lemos (PP-RS)
e Paulo Paim (PT-RS), representantes do governo e de entidades de classe,
empresários e trabalhadores estiveram reunidos ontem para debater o anteprojeto
sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que está sendo discutido
no Senado Federal. O encontro, realizado na sede da Federasul, em Porto Alegre,
fez parte de uma série de audiências pelo Brasil para avaliar a proposta da
então senadora Marta Suplicy (PT-SP). Entre os objetivos do anteprojeto está o
aumento da rentabilidade do FGTS e sua transformação em instrumento de poupança
e empréstimo para o trabalhador.
Hoje o FGTS é remunerado na base de 3% ao ano, mais TR. O novo texto propõe que, quando a meta da taxa Selic for superior a 8,5% ao ano, o FGTS será remunerado pela TR mais 4,5% ao ano. No entanto, se a meta da Selic for igual ou inferior a 8,5% ao ano, a remuneração do fundo será calculada com aplicação da TR mais 50% da Selic. Além disso, metade dos lucros anuais do fundo seria distribuída a todos os trabalhadores a ele vinculados, e o valor relativo ao lucro depositado poderá ser livremente sacado.
Outro ponto adicionado é a redução da contribuição patronal para trabalhadores com mais de 50 anos. A proposta prevê que a alíquota se reduza com o avançar da idade: 6% para mais de 50 anos, 4% para mais de 55 anos, 2% para mais de 60 anos e 0% a partir de 65 anos. O argumento é de reduzir o custo de empregar funcionários em idades mais avançadas e para os quais a acumulação forçada pelo FGTS já não faz mais sentido. “Temos que lembrar que a tendência hoje é de que as aposentadorias sejam postergadas para depois dos 60 ou 65 anos. Então essa mudança incentivaria pessoas com mais idade a permanecer no mercado de trabalho e manter seus postos”, destacou o presidente da Federasul, Ricardo Russowsky.
No entanto, essa proposta foi criticada pelos representantes dos trabalhadores. “Se o projeto reduzisse a contribuição, mas com garantias contra demissões dessas pessoas de mais idade, seria outra conversa. Mas, como foi apresentado, não há garantia alguma, estão apenas reduzindo um percentual que é direito do trabalhador”, afirmou Guiomar Vidor, presidente da secção gaúcha da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS).
Outro ponto de divergência ocorreu em relação ao adicional de 10% da multa da demissão sem justa causa. Criado em 2001, esse adicional foi instituído para ajudar o FGTS a pagar os expurgos dos Planos Verão e Collor I sobre as contas vinculadas do trabalhador. Apesar de esse pagamento ter sido finalizado em julho de 2012, não foi prevista formalmente uma data para o fim da cobrança do adicional. No início de agosto deste ano, foi aprovado no Senado o PLS 198/2007, que estabelece 1 de junho de 2013 como essa data. Entretanto, enquanto os empresários defendem a extinção da multa para a desoneração da folha, as centrais sindicais propõem destinar esse adicional de 10% para um fundo de manutenção dos empregos.
Conforme a senadora Ana Amélia Lemos, a reunião na Capital gaúcha serviu para avaliação da proposta do anteprojeto, questionamentos e apresentação de novas sugestões. “Percebemos uma grande preocupação em relação à modificação dos critérios de remuneração e rentabilidade, à multa de 10% sobre rescisões contratuais e à contribuição do FGTS dos trabalhadores com mais idade. Serão os pontos cruciais, que vamos trabalhar no Senado Federal.”
Novas audiências sobre o anteprojeto serão realizadas pelo Senado em outubro e novembro. A apresentação do relatório final será feita em 28 de novembro e, no dia seguinte, o texto final será votado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. A partir de então, começará a tramitar como um projeto de lei.
Fonte: Marcos Beletelli do Jornal do Comércio
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
GESTANTES TERÃO ESTABILIDADE MESMO EM CONTRATOS POR TEMPO DETERMINADO
TST garante estabilidade para gestante contratada por
tempo determinado
17/set/2012
Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho
A partir de agora, o Tribunal Superior
do Trabalho reconhece a estabilidade provisória de gestante mesmo quando o
contrato de trabalho for por tempo determinado. A redação anterior do item III da Súmula
nº 244, era expressa no sentido de que a empregada gestante admitida mediante
contrato de experiência não tinha direito à estabilidade provisória. A
justificativa era a de que a extinção da relação de emprego dava-se em razão do
término do prazo contratual, não constituindo dispensa arbitrária ou sem
justa causa.
O cancelamento do item proposto pela
comissão de jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho deu-se em razão de
entendimento de que as garantias à gestante não devem ser limitadas em razão da
natureza da modalidade contratual.
Um dos fundamentos que orientou a
alteração foi o de que o alvo da proteção conferida pela Constituição da
República é também o nascituro. Os princípios da isonomia, garantia na
dignidade da pessoa humana e proteção à maternidade também foram considerados
na proposição.
Nesse sentido, foi aprovada a seguinte
redação para o inciso III da súmula 244:
III – A empregada
gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art.10, inciso II,
alínea b, do ADCT, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo
determinado.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
NEGOCIAÇÕES SALARIAIS DA ALIMENTAÇÃO 2012/2013
Negociação
Coletiva do Setor de Alimentação 2012/2013
Na mesa de
negociação patrões levam gráficos, vídeos, conversa fiada e intransigência
Na foto João Kowalski, presidente do sindicato patronal, juntamente com seus assessores. Para ele reajuste de 5,39% esta bom demais para os trabalhadores.
Rui Amaro Gil Marques
Assessoria de
Comunicação da FTIA PR e do STIAA
Na
primeira rodada de negociação coletiva do setor de Alimentação do Paraná
realizada na quinta-feira, 13 de setembro, em Curitiba os patrões já mostraram
como pretendem tratar as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores
através dos seus sindicatos.
Vídeo
contra direitos trabalhistas
Logo
de inicio os patrões apresentaram um vídeo institucional elaborado pela
Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), entidade que representa o
setor patronal do estado, onde acusavam como a grande responsável pela falta de
competitividade das indústrias brasileiras a CLT Consolidação das Leis do
Trabalho. Para os patrões os direitos
dos trabalhadores amparados pela CLT são os grandes responsáveis pela “falta de
competitividade” das indústrias brasileiras.
Para
os patrões devemos colaborar com o setor produtivo para a construção de uma
agenda comum em defesa da indústria nacional e a nossa colaboração deve se dar
no apoio a uma reforma trabalhista onde os direitos dos trabalhadores sejam
flexibilizados, ou seja, deixem de ter força de lei. Não é a toa que no seu vídeo apresentaram
como exemplos de progresso e de competitividade a China e a Índia, países onde
os trabalhadores se encontram a mercê da voracidade e da ganância dos
empresários. Na China os sindicatos são proibidos de defender os trabalhadores
e o salário médio é de $2,40 dois dólares e quarenta centavos por dia. Na índia
a situação dos trabalhadores também não é das melhores.
Conversa
Fiada e Intransigência
Após
a apresentação do seu vídeo anti-direitos trabalhistas os patrões vieram com a
apresentação de gráficos demonstrando a queda de produção e de lucratividade
das indústrias do setor de Alimentação no Paraná. E mais uma vez acenaram como
um dos responsáveis por esse momento de baixa da indústria os “elevados
reajustes salariais” que os trabalhadores do setor conquistaram nos últimos
anos. Trocando em miúdos; para eles a culpa pela incompetência dos empresários é
sempre dos trabalhadores.
Em
seguida apresentaram a sua proposta de reajuste salarial: APENAS O INPC que é
de 5,39% e nada mais. Também se recusaram a discutir todas as propostas
apresentadas pelos sindicatos de trabalhadores para o fechamento da Convenção
Coletiva de Trabalho 2012/2013. Depois
de muita discussão e pressão dos sindicatos decidiu-se por uma nova reunião a
ser realizada em Curitiba no próximo dia 21, sexta-feira, na sede da Federação
dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná (FTIA), entidade que
aglutina os sindicatos de trabalhadores do setor de Alimentação do estado.
A
única certeza que temos é que se os trabalhadores e trabalhadoras das
indústrias de Alimentação não se organizarem junto aos seus sindicatos essas
negociações salariais ficarão ainda mais difíceis devido a intransigência
patronal. Se deixarmos por conta deles teremos que pagar para trabalhar.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
GOVERNO FEDERAL REAJUSTARÁ SALÁRIO MÍNIMO EM
7,9% PARA 2013
O salário mínimo em 2013 chegará a R$ 670,95. A previsão está na
proposta de Orçamento Geral da União, entregue nesta quinta-feira (30) ao
Congresso Nacional pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. O documento
prevê R$ 2,14 trilhões em investimentos.
O reajuste no salário mínimo é de 7,9%, saindo dos atuais R$ 622 para R$
670,95.
O aumento é calculado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) somado ao crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores.
O aumento é calculado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) somado ao crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores.
NEGOCIAÇÕES SALARIAIS 2012/2013
RAÇÃO
Já foram realizadas as primeiras reuniões em
Curitiba com o sindicato patronal da Ração. Apresentamos as nossas
reivindicações, mas os patrões estão enrolando o meio de campo. Juntamente com os demais sindicatos do setor
e a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Paraná
(FTIAPR) estaremos nos reunindo dia 17 de setembro em Curitiba para mais uma
reunião e, caso os patrões continuem fazendo jogo duro, não nos restará outra
opção: iremos para as empresas para iniciarmos as discussões com os
trabalhadores para cruzarmos os braços, ou seja, entrarmos em greve.
ALIMENTAÇÃO EM GERAL
Esta marcada para o próximo dia 13 em Curitiba,
na sede do Sindicato Patronal, a primeira rodada de negociação salarial com os
patrões. Nas empresas e fábricas os
trabalhadores já estão demonstrando suas expectativas quanto a proposta
patronal. O Sindicato dos Empregados nas
Empresas de Alimentação de Umuarama e região (SEIA) estará presente
representando a nossa cidade. Avisamos desde já que somente com muita
pressão é que conseguiremos vencer mais esta empreitada.
TORREFAÇÃO E MOAGEM DE CAFÉ
Os patrões não querem aceitar as nossas
reivindicações e as suas propostas estão muito abaixo do aceitável pelos
trabalhadores. Até o momento aguardamos
a boa vontade dos patrões para continuarmos as negociações que foram suspensas
a pedido deles. Parece que estão querendo que os trabalhadores tomem uma
atitude e entrem em greve.
Companheirada, sem pressão os patrões não irão ceder nem um centavo a
mais. Por tanto, cada um deve fazer a sua parte. Sem aumento de salário vamos
parar!
sexta-feira, 27 de julho de 2012
ATENÇÃO: RECOLHIMENTO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL TEM NOVA REGRA
Empresas terão que comprovar recolhimentos ao trabalhador
A partir de agora as empresas serão obrigadas a informar mensalmente a seus empregados o valor da contribuição previdenciária feita em seu benefício ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). É o que determina a Lei nº 12.692, publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (25).
A nova lei tem como origem projeto de lei apresentado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O senador argumenta que a fiscalização do INSS ainda é frágil e que a medida permitirá ao próprio trabalhador controlar as contribuições, com isso inibindo a sonegação. À época, ele assinalou que o nível de sonegação estava ao redor de 30%.
O novo texto legal, que altera a lei que dispõe sobre a organização e custeio da Previdência Social (Lei 8.212, de 1991), estabelece que documento especial, a ser regulamentado, será utilizado pelos empregadores para informar os valores recolhidos ao INSS sobre o total da remuneração do trabalhador.
Com o objetivo de ampliar os meios de controle e fiscalização, a lei estabelece ainda que o INSS será obrigado a enviar às empresas e aos segurados extrato relativo ao recolhimento de suas contribuições sempre que solicitado.
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